Projetos de apoio da Fundação Rotária Portuguesa "Uma pequena contribuição nossa pode ser uma grande ajuda para muitas famílias"

“Notícias” divulga um projeto enquadrado no âmbito do novo regulamento de candidatura a projetos de apoio da Fundação Rotária Portuguesa realizado pelo Rotary Club de Ermesinde. Neste sentido falámos com Vicente de Sousa Gonçalves, responsável por acompanhar o projeto de atribuição de bolsas de estudo a jovens estudantes que o clube está a desenvolver.

 

Notícias (N.) – O RC de Ermesinde desde a entrada em vigor do novo Regulamento de Candidatura a Projectos de Apoio à Fundação Rotária Portuguesa tem privilegiado a candidatura de projectos na área da Alfabetização/Educação. Esta é a área que consideram mais importante?
Vicente Gonçalves (V.G.) – A área da Alfabetização/Educação é uma área que se enquadra bem no âmbito dos projectos do movimento rotário e como tal, o clube tem privilegiado o projecto de bolsas de estudo.


N. – Actualmente estão a desenvolver um projecto na área da Alfabetização/Educação – 3 bolsas de estudo Ensino Superior. Apesar da diminuição do número de bolseiros em relação a anos anteriores pensa que esta situação no futuro seja revertida?
V.G. – Espero que o clube volte a aumentar o número de bolsas de estudo de Ensino Superior. A minha contribuição continuará e, certamente, os outros membros do clube também sentem a importância da concessão de bolsas de estudo. Não é necessário fazer grandes pesquisas para verificar como uma pequena contribuição nossa pode ser uma grande ajuda para muitas famílias que fazem grandes sacrifícios para manter os filhos no ensino superior. O que é necessário é pôr em prática o “dar de si antes de pensar em si”.


N. – Para concretizar este projecto têm parcerias. Quem são os parceiros?
V.G. – No projeto de bolsas de estudo deste ano os parceiros foram LAP – Laboratório de Anatomia Patológica, Lda, e eu próprio. Mas, é necessário alargar o número de parceiros e consequentemente o número de bolsas. Afinal, contribuir para uma bolsa de estudo é, como costuma dizer um nosso companheiro, dar “umas migalhas” com benefícios fiscais para os parceiros.


N. – Como reagem as famílias a este apoio que, apesar de “singelo”, acaba por constituir uma ajuda importante na vida destes estudantes?
V.G. – Para quem tem bons vencimentos, 750 euros anuais são umas “migalhas”, mas para as famílias com rendimento per capita inferior ao ordenado mínimo nacional, esse valor representa cerca de 10% do seu rendimento anual per capita. Já fui abordado por uma mãe a perguntar se a filha, atualmente no 12.º ano, poderá concorrer a uma bolsa. Isto significa que moralmente o clube tem a obrigação de aumentar o número de bolsas a conceder.


N. – As áreas da Alfabetização/Educação e a da Promoção da Saúde são as que o clube tem acarinhado. Pensam apoiar outras áreas?
V.G. – O grande projeto do clube é avançar com a construção da sua sede, de modo a haver um local adequado para as nossas reuniões, o que não sucede actualmente. Este empenhamento não permite que o clube alargue as suas ações, mas isso não significa que se feche pois, a porta está sempre aberta para outras intervenções.