Cerimónia Conjunta distinguiu Profissional do Ano e estudante: RC Oeiras atua na área do combate à fome e à pobreza mas os jovens e as escolas estão na frente das prioridades

“Notícias” da Fundação Rotária Portuguesa (FRP) prossegue com a divulgação de iniciativas enquadradas no âmbito do regulamento de candidatura a projetos de apoio da Fundação Rotária Portuguesa. Neste sentido, conversámos com Alberto Esteves Guerra, do Rotary Club de Oeiras, responsável por acompanhar o projeto enquadrado na ênfase do Combate à Fome e à Pobreza. Na conversa, que surgiu a propósito da conclusão do projeto, o rotário acabou por abordar temas transversais como a envolvência dos jovens do Rotaract Club de Oeiras, nas atividades do RC Oeiras e a importância que tem o programa de atribuição de bolsas de estudo e de transmissão da valores a jovens estudantes.

 

Notícias (N.) – Como decorreu o processo de candidatura do projeto “Cabazes de Apoio à Pobreza” promovido pelo RC Oeiras?
Alberto Esteves Guerra (A.E.G.) – Correu bem e a aprovação foi rápida.


N. – Qual o alcance deste projeto enquadrado na ênfase Combate à Fome e à Pobreza?
A.E.G. – Há mais de 17 anos que o Rotary Club de Oeiras (RC Oeiras) dá cabazes de Natal e de Páscoa. Nos últimos 3 anos o RC Oeiras participou da organização de um projeto (através da companheira Madalena Monteiro) de apoio diário a famílias carenciadas da Freguesia de Porto Salvo (a mais pobre do concelho de Oeiras), fornecendo cerca de 1.500 refeições mensais confecionadas na cantina social de Oeiras da Agência Nacional de Intervenção Social (ANIS).
A exploração da Cantina Social disponibiliza mais de 50 refeições por dia, as quais são transportadas e distribuídas diariamente no Mercado de Porto Salvo, com a participação dos voluntários no nosso Núcleo Rotário de Intervenção Comunitária, o qual tem o apoio do Presidente da Junta de Freguesia de Porto Salvo, na seleção dos voluntários.
Este projeto integra-se nesta ação. A distribuição dos 25 cabazes de Natal a várias famílias desta junta de freguesia, integra-se na ação, em que as famílias apoiadas diariamente estão incluídas.
Além destes, foram também distribuídos mais 40 cabazes nas freguesias de Oeiras, Paço de Arcos e Caxias. (Estes não estiveram associados a qualquer projeto com a Fundação Rotária Portuguesa).


N. – Como surgiu a ideia do apoio a famílias carenciadas. Esta não é uma realidade nova para o clube?
A.E.G. – Esta é uma preocupação do clube de longa data e não é uma realidade nova, como se infere da resposta anterior.


N. – Como foram identificados os núcleos familiares a serem apoiados?
A.E.G. – O clube trabalha em estreita relação com as assistentes sociais das freguesias e é por essa via que a identificação é feita, sem prejuízo de casos pontuais identificados pelos membros do RC Oeiras e sinalizados junto das assistentes sociais.


N. – Para a realização desta ação o clube fez parcerias?
A.E.G. – Sim, com Agência Nacional de Intervenção Social e as freguesias.


N. – Que balanço faz agora que o projeto foi concluído?
A.E.G. – O balanço é muito positivo e o RC Oeiras é reconhecido na comunidade pela sua ação humanitária, que também se estende a bancos alimentares da Paróquia de S. Julião da Barra e da Junta de Freguesia de Porto Salvo, quer diretamente quer com a participação ou iniciativa do Rotaract.


N. – O clube tem atuado com sucesso na área do Combate à Fome e à Pobreza. No futuro pensam diversificar a ação?
A.E.G. – Se somos conhecidos na comunidade por este tipo de iniciativas, a nossa grande vertente de ação é a Juventude e as escolas. Quer através de programas relacionados com a transmissão de valores e a ajuda à formação para a profissão, mas sobretudo nas Bolsas de Estudo. Neste domínio temos tido, desde sempre, o apoio da Fundação Rotária Portuguesa através de bolsas e de projetos na área da educação. É claro que não temos apresentado muitos projetos na área do Combate à Fome, uma vez que dada a limitação de verbas da Fundação Rotária Portuguesa, preferimos canalizar os apoios para os projetos de Bolsas de Estudo.