Jovem distinguido com a Bolsa Santos Pardal no 58º Aniversário da FRP - João Rafael: "a bolsa ajudou a pagar as propinas"

“Notícias” foi ao encontro do jovem estudante João Rafael Oliveira Mira da Silva, que através do Rotary Club de Torres Vedras, foi distinguido no 58.º aniversário da Fundação Rotária Portuguesa (FRP) com a Bolsa do Fundador Santos Pardal. O jovem que atualmente frequenta o Curso de Matemática Aplicada, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, fala de si e da relevância desta distinção.

 

Notícias (N.) – O que é que te motiva a seres um bom aluno?
João Rafael Silva (J.R.S.) – Ao longo do ensino secundário, uma das motivações principais para ter boas notas era assegurar a entrada no curso ao qual escolhesse candidatar-me. Como essa decisão só foi tomada perto da época de candidatura, não estudava para ter uma nota específica, o que se revelou vantajoso porque a nota de candidatura do último colocado no meu curso subiu em relação ao ano anterior.
Agora no ensino superior, por estar a aprender o que mais se relaciona com os meus interesses, a motivação é natural e resulta da curiosidade e da vontade de saber mais.


N. – Ficaste surpreendido por teres sido escolhido para receber uma bolsa de âmbito escolar?
J.R.S. – Não foi completamente inesperado, visto que a minha média de final de curso foi alta (19,30 valores). De qualquer modo, por ser mais comum receber uma bolsa de estudo pelo desempenho académico no ensino superior, foi algo surpreendente.


N. – Uma vez que recebeste esta bolsa, em que medida é que te vai ajudar?
J.R.S. – Ter recebido a bolsa ajudou a pagar as propinas e a comprar um portátil que me tem sido muito útil.


N. – Terminado o 12.º Ano que dificuldades sentiste ao ingressar no Ensino Superior?
J.R.S. – Em comparação ao secundário, o ensino superior é bastante mais exigente: por um lado a matéria é mais complexa, por outro o ritmo das aulas é muito mais rápido; por isso, durante o início, a adaptação foi razoavelmente difícil. A solução é focar mais tempo nos estudos, e, como diz um professor meu, ligar o cérebro. Isto porque na Matemática, em particular, enquanto que no secundário aprendíamos receitas para resolver exercícios, agora aprendemos a analisar os problemas e ir cozinhando a solução.


N. – Neste momento frequentas o 1.º ano do Curso de Matemática Aplicada no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Quais as tuas perspetivas para o futuro?
J.R.S. – No futuro imediato, tenciono continuar os estudos, porque é fundamental aprender aquilo que o curso tem para nos ensinar, e, mais ainda, desenvolver a capacidade de raciocínio que vem com essa aprendizagem.
Quando terminar os estudos há várias opções a considerar: uma é continuar o percurso académico, porque há muitas perguntas ainda sem resposta na Matemática, e cuja resposta tem, historicamente, contribuído para o desenvolvimento das Ciências, o que resulta invariavelmente em benefício para a humanidade; outra opção é trabalhar na área das aplicações da Matemática, das quais se destacam a segurança da informação, a computação quântica, e o “machine learning”, que vão ser certamente os pilares do desenvolvimento tecnológico nos próximos anos.

 

Num minuto…
Nome: João Mira da Silva
Idade:19
Natural: Torres Vedras
Reside: Torres Vedras
Hobby: Resolver puzzles
Livro preferido: “O Processo”, de Franz Kafka
Disco/músico preferido: Arctic Monkeys
Filme que mais gostei: “Memento” (2000)
Prato preferido é: Arroz de pato
Praia: Baleal, Peniche
País: Portugal
Férias na: praia
Viagem que gostava de fazer: Nova Iorque
Objetivo de vida: Conhecimento
O que me inspira é: Curiosidade