Rotary Club da Marinha Grande dinamizou a reflorestação do talhão 258 do Pinhal de Leiria

“Notícias” da Fundação Rotária Portuguesa (FRP) dá a conhecer mais uma iniciativa inserida no âmbito do regulamento de candidatura a projetos de apoio da FRP. Conversámos com Vítor Manuel Grenha, presidente do Rotary Club da Marinha Grande, no ano rotário 2017-2018, responsável por acompanhar o projeto que o clube desenvolveu e que teve por título “Reflorestação Talhão 258 do Pinhal de Leiria”. A iniciativa, que teve por objetivo reflorestar uma área ardida aquando do grande incêndio registado em Junho de 2017, contou com a dinamização dos rotários do RC da Marinha Grande bem como, envolveu os elementos dos clubes de Alcobaça, Leiria, Oliveira de Azeméis, Pombal e Sever do Vouga e a comunidade local, num total de cerca de 600 voluntários.

 

Notícias (N.) – Que balanço faz da participação do RC Marinha Grande no programa de apoios, que resulta do Regulamento de Candidatura a Projetos de Apoio à Fundação Rotária Portuguesa?
Vítor Manuel Grenha (V.M.G.) – O RC Marinha Grande não pode levar a cabo os seus projetos humanitários, se não tiver o apoio da Fundação Rotária Portuguesa. Ela funciona como uma rede que nos protege e nos apoia, segundo regras de equidade previamente definidas, e por nós aceites.


N. – Em Fevereiro último, o clube candidatou um projeto na área de Recursos Hídricos e Ambiente “Reflorestação do Talhão 258 do Pinhal de Leiria”. Trata-se de um projeto conjunto em que participam outros clubes rotários. Conte-nos como surgiu esta ideia?
V.M.G. – A ideia surgiu numa reunião do Clube, logo a seguir à catástrofe do incêndio. Em princípio era um projeto modesto, pouco mais que simbólico. Mas o Governador Soares Carneiro lançou-nos o desafio de aumentarmos a escala. Nós aceitámos esse desafio, assumindo-o como um dever rotário. O resto foi resolver problemas de organização. O processo foi dinâmico, a realidade alterava-se todos os dias, e no fim a única coisa que não correu bem foi a presença da chuva.


N – Para concretizar este projeto o clube realizou outras parcerias? Em caso afirmativo com quem?
V.M.G. – Foram realizadas parcerias com outros clubes rotários, nomeadamente Leiria, Pombal, Oliveira de Azeméis, Sever do Vouga e Alcobaça. Envolveu dois distritos. Todos de alguma forma participaram com bens e com voluntários. Para além disso o Rotaract e o Interact também se envolveram ativamente no projeto. E foram muitos os rotários do Norte ao Sul do país, que nesse dia chuvoso convergiram na Marinha Grande, para plantarem uma árvore e dizerem ao mundo que se depender de nós, não há incêndio que nos demova da construção de um mundo melhor.


N. – Quantos voluntários participaram nesta atividade?
V.M.G. – Participaram 600 voluntários. A maioria deles eram rotários, mas outros eram provenientes de escolas, escuteiros, organizações sociais, autarcas, trabalhadores de empresas apoiantes e população em geral.


N. – Tratou-se de reflorestar uma área com cerca de 30 hectares. Que qualidade de árvores plantaram?
V.M.G. – Plantámos 50.000 pinheiros bravos. A escolha das árvores e do processo de plantação foi feito em estreita colaboração com o Instituto Nacional de Conservação das Florestas. No fim deixamos no talhão um marco rotário, que fica como memória desta nossa ação.


N. – Que novos projetos pensa o clube desenvolver?
V.M.G. – Temos três escalas de projetos. Um nível a bem do clube, que consiste em melhoramentos na sede e ações que visam o aumento da nossa camaradagem. Outro nível é a bem da nossa comunidade e que até hoje tem sido fornecer cabazes alimentares, gerir o fornecimento de medicamentos, e outros. Estes projetos estão em fase de avaliação interna, e não enjeitamos a possibilidade de trocar o projeto dos cabazes por outro, que se mostre mais relevante para a nossa comunidade. O terceiro e último nível é a bem da humanidade, e estamos a pensar entrar num projeto a desenvolver num país africano, mas que ainda está em fase de análise e decisão.


N. – Que comentário lhe suscita a participação da Fundação Rotária Portuguesa no apoio financeiro aos projetos apresentados pelos clubes. É uma mais-valia?
V.M.G. – É fundamental. Nós, todos os rotários portugueses, participamos financeiramente para a FRP. E é importante saber que esta nossa contribuição é-nos depois devolvida, quando precisamos dela, para financiar os nossos projetos. E isso faz-se segundo regras, que funcionam para valorizar os nossos próprios projetos.


N. – Entende que os projetos dos clubes se devem confinar apenas e, só, à área de Alfabetização/Educação ou que também seja alargado aos projetos Promoção de Saúde e Recursos Hídricos e Ambiente, conforme previsto no plano estratégico em vigor?
V.M.G. – O Clube já debateu este assunto e prefere que a FRP também apoie projetos de índole humanitária e ambiental, tais como para a Promoção de Saúde e Recursos Hídricos e Ambiente. Porque é também nessa área, que o Rotary mostra a sua força social.