Jovem Distinguida com a Casal Melich no 58º aniversário da FRP - Carolina Costa: "esta bolsa é uma ajuda muito importante principalmente agora que estou na faculdade"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    “Notícias” entrevistou a jovem estudante Carolina Isabel Lopes Pinto da Costa, distinguida no 58.º aniversário da Fundação Rotária Portuguesa (FRP) com a Bolsa Casal Melich – Bolsa Escolar – Melhor Bolseiro Distrito Rotário 1970. A jovem que atualmente frequenta o 1.º Ano de Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, fala de si, da sua experiência de vida, o que significou terminar o 12.º Ano com média de 20 valores, sobre a importância de receber esta bolsa escolar e perspetiva o futuro.

     

    Notícias (N.) – O que é que te motiva a seres uma boa aluna?
    Carolina Isabel Costa (C.I.C.) – Tudo começa com a tentativa de dar o meu melhor em tudo o que faço, de modo a conseguir alcançar os meus objetivos. Ser boa aluna está apenas integrado neste processo, em que é necessário trabalho e dedicação, mas o orgulho da família e de nós próprios pelo que conseguimos atingir faz-nos prosseguir.


    N. – Que sensação tiveste ao terminar o 12.º Ano na Escola Secundária do Padrão da Légua, em Leça do Balio, com média de 20 valores?
    C.I.C. – Terminar o 12.º Ano com essa média foi um marco na minha vida. Foi uma sensação de trabalho realizado e de que todos os sacrifícios realizados ao longo do percurso dos 3 anos de secundário tinham valido a pena. Foi algo extraordinário, que não será esquecido, mas agora o importante é focar no presente e olhar para o futuro.


    N. – Ficaste surpreendida por teres sido escolhida para receber uma bolsa de âmbito escolar. Neste caso a Bolsa Casal Melich, que configura um dos galardões entregues ao melhor bolseiro(a) da Fundação Rotária Portuguesa (Distrito Rotário 1970)?
    C.I.C. – Fiquei bastante surpreendida. Já conhecia estes prémios da Fundação Rotária Portuguesa, mas não esperava que o fosse receber, pois embora soubesse o meu mérito, não posso desvalorizar todos os outros bolseiros da fundação.

     

    N. – Em que medida é que esta Bolsa te ajudou?
    C.I.C. – Esta bolsa é uma ajuda muito importante, principalmente agora que estou na faculdade. Tenho duas irmãs e sei perfeitamente que seria muito complicado para os meus pais dar-me aquilo que preciso a nível escolar para que possa continuar a ter o melhor rendimento possível sem ela.


    N. – Quais as principais dificuldades que tiveste ao passares do Ensino Secundário para o Ensino Superior?
    C.I.C. – Passar do Ensino Secundário para o Ensino Superior é sempre uma mudança difícil, mas passar do Ensino Secundário para o Curso de Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto complica ainda mais a passagem. É preciso uma pessoa adaptar-se rapidamente ao ritmo de trabalho, à complexidade da matéria e aos métodos para não se perder no meio deste novo mundo. Mas isso também é algo gradual que se vai aprendendo. Afinal, são seis anos.


    N. – Como é estar a estudar na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Um sonho tornado realidade?
    C.I.C. – Não posso dizer que é o meu sonho desde pequenina ir para Medicina, mas foi uma realidade que com o passar dos anos se foi entranhando com o meu desejo de ajudar os outros e tentar proporcionar às pessoas uma vida melhor. Por isso, conseguir entrar e estar a estudar aqui para no futuro poder vir a ser médica é espetacular. 


    N. – Estás a frequentar o 1.º ano de Medicina. Quais são as tuas expectativas em relação ao curso?
    C.I.C. – Sei que o curso é difícil e bastante exigente. Mas, ao mesmo tempo, espero que me ajude a adquirir ou desenvolver as capacidades necessárias para ser uma boa profissional na área da saúde e que consiga aproveitar todas as oportunidades que surjam durante o percurso.


    N. – Como encaras a entrada no mercado de trabalho, após concluíres o percurso académico?
    C.I.C. – Neste momento, vive-se num ambiente de incerteza, em que está complicado em qualquer área conseguir arranjar emprego e o mesmo se aplica aos médicos. Aliás, o número de vagas para os internatos são poucas comparativamente ao número de alunos que terminam o curso todos os anos. Mas penso que será mais uma mudança à qual me conseguirei adaptar, embora não saibamos como estará a situação daqui a 5 anos. 

     

    Num minuto…

    Nome: Carolina Isabel Lopes Pinto da Costa
    Idade: 19 anos
    Natural: S. Mamede de Infesta
    Reside: S. Mamede de Infesta 
    Hobby: Escuteiros
    Qual é a tua maior virtude? Solidária
    Qual o teu maior defeito? Teimosia
    Livro preferido: “Admirável Mundo Novo”
    Disco/músico preferido: Adele
    Filme que mais gostei: impossível escolher
    Prato preferido é: Francesinha
    Praia: Algarve
    País: Portugal
    Férias em: Não importa onde desde que esteja com aqueles que gosto
    Viagem que gostava de fazer: Itália
    Objetivo de vida: Ser feliz com o que faço.
    O que me inspira é: a minha Família e Amigos