Rotary Club de Sintra: ajuda família de Vouzela atingida pelo fogo de 15 de outubro em 2017

Solidariedade não é palavra vã no seio da comunidade rotária. “Notícias” da Fundação Rotária Portuguesa dá conta de mais um projeto enquadrado no âmbito do regulamento de candidatura a projetos de apoio. Conversámos com Maria Fernanda Vaz Godinho Menezes Figueiredo, que no ano rorário de 2017-18 foi presidente do Rotary Club de Sintra (RC Sintra), clube que implementou o projeto “Aquisição de veículo e mobília para família atingida pelo fogo de 15-10-2017”.


Esta iniciativa visou apoiar uma família vítima do grande incêndio de Outubro do ano passado e, neste âmbito, o RC de Sintra colocou em marcha o Projeto Renascer com Rotary  “aprovado pela Fundação Rotária Portuguesa (FRP) para ser subsidiado através da ênfase  Recursos Hídricos e Ambiente. Este facto muito nos regozijou já que tornou muito mais fácil a sua concretização”, disse Maria Fernanda Figueiredo, para acrescentar que “é de salientar a rápida e positiva resposta da FRP aos nossos anseios”.


A rotária continua “este projeto, inicialmente, não fazia parte do nosso PLC mas, por razões óbvias, rapidamente se compreendeu que teria de se fazer algo por uma população altamente atingida pelo infortúnio. Sendo Rotary uma organização sem fronteiras, rapidamente se entendeu que havia que passar à prática, ainda que o local escolhido pertencesse ao D1970”.


E, como o lema de Rotary é “Dar de si antes de pensar em si” “os princípios fundamentais que estiveram subjacentes [a este projeto] foram os de intervir junto das comunidades e levar à prática a capacidade de rotary mudar (para melhor, claro) a vida das pessoas”, sustenta.


E, Maria Fernanda Figueiredo prossegue descrevendo a metodologia de intervenção desenvolvida que diz ter sido “diferente da dos restantes clubes. Foi feita uma primeira abordagem aos poderes locais (Câmara Municipal de Vouzela e Junta de Freguesia de Ventosa) não tendo obtido resposta. Mas, um rotário não desiste! Depois de várias tentativas e através do jornal local, foi detetada uma família carenciada composta por uma viúva de 77 anos e seu filho de 43 anos, com deficiência intelectual. Encontravam-se, ambos, recolhidos nas instalações dos Irmãos Maristas e sem fonte de rendimentos sólidas. Tinham perdido tudo no fogo de 15 de Outubro”.


O passo seguinte como nos conta foi “uma primeira visita de reconhecimento, apuraram-se as necessidades mais prementes, nomeadamente, em mobiliário já que a reconstrução da casa ficou a cargo da Câmara Municipal de Vouzela e dos fundos estruturais recebidos para o efeito”.


Depois descreve que a habitação está “implantada em local ermo. Dista mais de uma dezena de quilómetros da vila de Vouzela e a região é muito mal servida de transportes públicos sendo muito complicado o regular acesso a serviços de saúde ou comércio”. Por este fato os promotores do projeto decidem “reunir verbas para a compra de um veículo de 2 lugares. Atendendo às limitações pois o condutor só possui carta de moto, optou-se pela aquisição de um modelo AIXAN”. E acrescenta “as mobílias foram transportadas apenas quando as obras da casa se encontravam na fase final. Na mesma altura foram entregues as chaves do carro. Através de pequenas mas significativas dádivas como fotos e respetivas molduras, quadros, cortinados e naperons, procurou-se “humanizar” o mais possível o futuro ambiente de modo a poder reorganizar um Lar”.

 

Ajuda estende-se também à Associação de Desenvolvimento Integrado de Ventosa

 

Maria Fernanda Figueiredo conta ainda que “na altura dos primeiros contatos verificou-se que a Associação de Desenvolvimento Integrado de Ventosa – ADIV tinha ficado sem sede e sem material. Decidiu-se também ajudar esta associação com material de escritório, o qual foi, também, entregue no dia 8 de Junho p.p.. Para assistir à cerimónia da entrega foram convidados os dois clubes do D1970, ou seja, Rotary Club de Viseu e Rotary Club de Sever do Vouga que simpaticamente se fizeram representar”.


Na concretização deste projeto, para além da comparticipação da FRP e de verbas do RC Sintra, foram reunidos donativos dos sócios, Hotel Tivoli Sintra, Grupo Luís Simões, União de Freguesias de Sintra e EMSA Staff.


Questionada sobre a participação da FRP no apoio financeiro aos projetos apresentados pelos clubes, Maria Fernanda Figueiredo sublinha que “a participação da FRP na vida dos clubes é, de facto, uma mais-valia. A meu ver, funciona como que um redistribuidor de fundos, aos quais os clubes poderão recorrer, de forma rápida e com pouca burocracia para levar à prática projetos que, de outra forma, não seria possível executar em tempo útil”. Atesta também que “embora reconheça o papel importante que a FRP desempenha junto dos jovens ao incentivar os estudos (genericamente) através de bolsas de estudo, poderá haver outras situações e áreas de intervenção igualmente importantes. A Promoção da Saúde e Recursos Hídricos e Ambiente são, aliás, áreas que podem considerar-se também, de forma específica, no seio da temática da educação. O PLC do RC de Sintra relativo ao ano rotário 2018/19 está ainda em formação mas, certamente que haverá lugar para outros projetos igualmente importantes, intervindo com qualidade na vida das populações e levando o nome de Rotary mais longe. Os meus desejos é que: CUMPRA-SE ROTARY SEMPRE, porque juntos FAZEMOS A DIFERENÇA”.