"Projeto Cidadão pelo mundo" é a ação mais recente do Rotary Club da Marinha Grande

“Notícias” da Fundação Rotária Portuguesa (FRP) continua a acompanhar e a divulgar as iniciativas enquadradas no âmbito do regulamento de candidatura a projetos de apoio da FRP. Neste âmbito, conversámos com Cristina Simões, presidente do Rotary Club da Marinha Grande (Ano Rotário 2016/2017), que acompanhou o projeto que o clube desenvolveu na área do Combate à Fome e à Pobreza. No decorrer da conversa Cristina Simões dá a conhecer outras atividades que o clube tem desempenhado na comunidade marinhense, bem como, aborda o que o clube perspetiva para o futuro.

 

Notícias (N.)  – O Rotary Club da Marinha Grande acaba de concluir mais um projeto enquadrado na ênfase Combate à Fome e à Pobreza. Que balanço faz?
Cristina Simões (C.S.) – Um balanço muito positivo. Este projeto permite-nos ajudar famílias carenciadas durante todo o ano. A maior parte das famílias estão desempregadas e têm poucos recursos. Gostaríamos de chegar a mais famílias no próximo ano rotário pois infelizmente há muitas pessoas a necessitar da nossa ajuda.
O Rotary Club da Marinha Grande está empenhado na continuidade deste projeto dos Cabazes Mensais de alimentos. Desde Julho (início do novo ano rotário 2016-2017) o Rotary Club da Marinha Grande já entregou cerca de 150 cabazes (15 por mês) a famílias do concelho.
A implementação deste projeto nasceu da verificação de que os cabazes seriam fundamentais para algumas famílias, não apenas no Natal, mas ao longo de todo o ano. Foram assim, selecionadas 15 famílias que mensalmente recebem um cabaz de alimentos.
No passado dia 22 de abril os companheiros rotários procederam à habitual distribuição e entrega dos cabazes mensais a famílias apoiadas, que foram convidados a ir conhecer a sede e os objetivos do Rotary Internacional.


N. – O clube promove esta ação há já vários anos. Como têm decorrido as “campanhas”? Que estratégia desenvolvem para chegar às famílias carenciadas?
C.S. – Contatamos com a participação das instituições sociais da Marinha Grande. Fazemos uma articulação com a autarquia, a conferência S. Vicente de Paulo e a Associação Ade.ser II, e da Junta de Freguesia da Marinha Grande, de modo a chegarmos às famílias mais carenciadas e que ainda não estão a ser ajudadas por outras pessoas, ou que tendo, essa ajuda não é suficiente.


N. – Além do clube que instituições estão envolvidas neste projeto?
C.S. – As acima referidas, que indiretamente nos fornecem informação e as empresas que nos dão bens como donativos.


N. – Têm parcerias com empresas? É difícil envolver as empresas neste tipo de ações solidárias dirigidas aos mais desfavorecidos?
C.S. – Sim e nomeadamente no Natal solicitamos às empresas do concelho o donativo de bens, através da recolha junto dos seus colaboradores.
O Rotary Club da Marinha Grande agradeceu publicamente o importante apoio recebido da parte de empresas e entidades do concelho da Marinha Grande, para o projeto social de atribuição de cabazes alimentares a famílias carenciadas que o Clube tem vindo a desenvolver há já 14 anos. Este ano, as famílias identificadas como muito carenciadas sem apoio de outros programas nacionais e comunitários e que foram apoiadas com cabazes de Natal atingiram os 100 agregados familiares, ultrapassando um número superior a 500 pessoas.
O contributo destas entidades e empresas foi fundamental para que pudéssemos chegar a tantas famílias. Por isso, destacamos, as empresas que apoiam o movimento rotário na Marinha Grande: Alfaloc; Bonavita, Bourbon SA; Carfi SA; Cefamol; Cencal; Centimfe; Clinigrande; Domingos Granja; E&T – Engeneering and Tooling; EIB – Empresa Industrial de Borracha SA; EMMAD; Ferglass; GECIM; Iberomoldes, ACE; Intermolde SA; Irmãos Gomes; ISDOM; JMG; Laboratório de Análises Dr. Virgílio Roldão; Maria Dulce Mendes; Moldoeste; Planimolde SA; Plasdan; Plásticos Sevlaires; Plimat SA; Projetos Vida – Universidade Senior; Promoplas; Rapidtool; RCM; Ribermold; Seiça Pneus; Somema, SA; TJ Moldes, SA; Transema e Vangest, SA.


N. – Como procedem à recolha e distribuição dos bens alimentares que são entregues às cerca de 15 famílias?
C.S. – Adquirimos uns, recolhemos outros e contatamos as famílias para irem ao clube buscar os alimentos. Aqueles que não têm possibilidade de locomoção ou estão doentes, os rotários vão a casa entregar.

 

Conjunto de projetos e parcerias reforçam ajuda a famílias

 

N. – Para além do clube entregar os bens alimentares às famílias que outro tipo de iniciativas promove junto destas?
C.S. – Saliento alguns, nomeadamente:

Projeto Medicamento Solidário
O “Projeto do Medicamento Solidário” do Rotary Club da Marinha Grande visa a recolha de medicamentos que já não sejam necessários às famílias, e que ainda se encontrem dentro do prazo de validade e em perfeitas condições para entregar gratuitamente a quem mais precisa. A recolha é feita em sete farmácias do concelho da Marinha Grande que aceitaram o desafio lançado pelo Rotary Club da Marinha Grande, comprometendo-se a receber as inscrições de famílias carenciadas, bem como recolher e fazer a triagem dos fármacos doados. Cabe ao Rotary Club da Marinha Grande proceder à seleção das famílias candidatas em situação de insuficiência económica comprovada. A entrega dos medicamentos é efetuada apenas mediante apresentação de receita médica. A seleção é feita, entre as pessoas mais carenciadas que se inscreveram junto das farmácias, a fim de poderem beneficiar mensalmente e gratuitamente destes medicamentos. O projeto apoia atualmente cerca de 53 adultos e 2 crianças, com graves carências económicas do concelho da Marinha Grande.
O Projeto “Medicamento Solidário” conta com a comparticipação da Fundação Rotária Portuguesa para este projeto que se destina a facultar medicamentos a pessoas com doença e dificuldades económicas, numa parceria com todas as farmácias do concelho.

 

Projeto de Empréstimo de Cadeiras de Rodas e Camas articuladas
Temos mais de 100 cadeiras e camas articuladas emprestadas à comunidade, através de protocolo de cedência que efetuámos com as três juntas de freguesia: Junta de Freguesia da Marinha Grande, Junta de Freguesia de Vieira de Leiria e Junta de Freguesia da Moita.

 

Bombeiros também recebem apoio da comunidade rotária

Projeto de Apoio a equipamentos de proteção individual e suporte básico de vida
Através do apoio da Rotary Foundation pudemos atribuir equipamentos de proteção individual e suporte básico de vida aos Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria e aos Bombeiros voluntários da Marinha Grande, numa cerimónia que decorreu no passado dia 25 de abril, por ocasião do nosso 16.º Aniversário.

 

Frente Rotária Anti Diabetes em ação – FRAD
O Rotary Club da Marinha Grande efetua o rastreio da diabetes em empresas e escolas do concelho. No mês de novembro fez o rastreio na empresa TJ Moldes e em janeiro foi a entidades e escolas do concelho nomeadamente ao Instituto Superior D. Dinis.
Esta ação, liderada pela companheira Dulce Mendes, insere-se no âmbito do projeto FRAD – Frente Rotária Anti Diabetes, que o Rotary vem a implementar.
Estando conscientes de que dois milhões de portugueses em idade adulta se encontram em risco de contrair diabetes tipo 2, têm vindo a ser realizadas várias atividades de sensibilização junto das empresas e escolas em onde é feito o rastreio a alunos, a professores e colaboradores.
O programa tem por objetivo enfrentar a maior doença pandémica, de origem social, que afeta a humanidade, à escala mundial: a diabetes do tipo 2, doença de efeitos catastróficos, que vitima centenas de milhares de portugueses e espreita dois milhões de compatriotas que, se não alterarem alguns dos seus comportamentos sociais (alimentares, sedentários, etc.) poderão, com toda a probabilidade, contrair a doença.
O movimento rotário em Portugal, não podendo ficar indiferente a esta situação de gravidade extrema, decidiu, com o apoio de diversas entidades, entre elas a Direção-Geral de Saúde, promover este programa especificamente dirigido à prevenção de dois milhões de pré-diabéticos portugueses, que assenta em dois atos muito simples
a) Sensibilizar as pessoas para o preenchimento de uma ficha de avaliação do risco de contraírem a doença;
b) Sensibilizar as pessoas a consultarem o seu médico a fim de obterem aconselhamento.
Quem está em risco de contrair a diabetes, tem de ter consciência do risco que corre e tem direito ao aconselhamento médico para se prevenir.
Divulgamos as nossas ações e convidamos a comunidade a nelas participar ativamente. O Projeto Cidadão pelo Mundo é disso exemplo e visa trazer ao clube os cidadãos estrangeiros a residir na Marinha Grande para conhecer a sua cultura e partilhar ideias.

 

N. – Paralelamente a este projeto o clube está a desenvolver um outro que visa a integração dos cidadãos de todo o mundo que residem na Marinha Grande. Quer-nos falar desta ação e da sua importância para a comunidade marinhense?
C.S. – Sim é o Projeto “Cidadão pelo Mundo”. No presente ano rotário 2016/2017 o Rotary Club da Marinha Grande criou um projeto rotário inovador e integrador, abrindo portas aos cidadãos de todo o mundo que estão a residir na Marinha Grande e que queiram dar a conhecer a sua cultura. Depois de no passado mês de setembro a cidadã ucraniana Lyobov Pahuta e a sua amiga Orisia terem apresentado a Ucrânia, as suas tradições e costumes a uma plateia bastante curiosa, no dia 25 de outubro foi a vez de Ayomi Key, de nacionalidade japonesa, a residir na Marinha Grande há 41 anos, apresentar o Japão e brindar os participantes com uma enriquecedora história de vida contada na primeira pessoa.
O objetivo foi dar a conhecer as diferenças culturais, as características de uma cultura ancestral como é a japonesa, mas também a sua gastronomia, a língua, os usos e costumes, e contar o choque cultural que sentiu quando veio para Portugal em 1975.
No mês de novembro o Rotary Club da Marinha Grande convidou a comunidade, para um serão que visou conhecer a cultura Brasileira e que contou com Fernando Guidi e sua esposa. Dois cidadãos brasileiros que estão a residir no nosso concelho e que testemunharam na primeira pessoa o processo de aculturação que estão a vivenciar. No mês de abril, mais precisamente no dia 18 tivemos um serão dedicado a Angola, que nos permitiu conhecer as riquezas daquele país, mas também os problemas e tudo o que há ainda por fazer e desenvolver. Valmiro foi o nosso convidado da noite.

Este projeto pretende conhecer e compreender o outro e contribuir para a aproximação dos profissionais de todo o mundo, a integração, a inclusão e a união dos povos num Club Rotário cujo lema é “Dar de si antes de pensar em si” e que ultrapassa, em todo o mundo, mais de 1 milhão e 200 mil de rotários de várias profissões, culturas e nacionalidades num movimento de cooperação à escala mundial.


N. – É um projeto inovador e com forte cunho social e de aproximação de profissionais. Quando é o próximo encontro?
C.S. – Já tivemos vários participantes, o próximo será em maio e dedicado à Rússia, tendo sido convidados cidadãos russos a residir no concelho da Marinha Grande.
Conhecer, Integrar, Incluir e cooperar são alguns dos objetivos deste projeto pois não podemos esquecer que uma das melhores formas de fortalecer comunidades e unir continentes é conhecendo-se a si mesmo e respeitando o próximo no processo de envolvimento da sociedade como um todo.


N. – Projetos para o futuro?
C.S. – Acima de tudo continuar a desenvolver os atuais, fortalecendo os projetos envolvendo mais os rotários, as famílias e a comunidade em geral.  Os projetos para o futuro passarão muito pelas temáticas da Cooperação e do Desenvolvimento Sustentável e pretendemos envolver cada vez mais as empresas da região.