Estudantes dos intercâmbios de longa duração fazem balanço positivo da sua experiência

 

São três as jovens do Distrito 1960 que ao longo deste ano lectivo 2016-2017 tiveram a oportunidade de realizar um intercâmbio de longa duração: Inês Proença, de Setúbal, Loredana e Yonela, ambas de Almancil.

Após os primeiros seis meses de experiência, a Comissão Distrital dos Intercâmbios Internacionais YEP, liderada pelo Companheiro Carlos Proença, do Rotary Club de Setúbal, solicitou a cada uma das jovens que elaborasse um relatório intercalar a descrever esta experiência em três principais vertentes: família, escola e Rotary Club.

Em relação às famílias de acolhimento, Loredana, que se encontra na Alemanha, afirma: “estarei eternamente grata a estas famílias, gostaria de contar todos os momentos que tive a oportunidade de passar com eles pois foram todos inesquecíveis, nem tenho palavras para descrever a sorte que eu tive por ter conhecido estas famílias que aceitaram receber-me em suas casas”.

Yonela está em Cagliari, Sardegna, Itália, e relata as principais diferenças que encontrou no sistema educativo italiano: “respectivamente a Portugal, nas escolas públicas italianas sai-se mais cedo, e nas privadas têm só três horas de aulas, segundo os meus amigos destas escolas.
Em relação às avaliações, em Itália fazem-se mais testes orais do que aquilo que os alunos portugueses estão habituados a fazer. Por exemplo, se hoje o professor acaba de explicar um tema, depois de amanhã começam a ser chamados para a ‘Interrogação’, e quando nenhum se voluntaria, então o professor escolhe ao acaso. Muitas vezes os alunos dizem que não estão preparados, aí, dependendo do professor, podem ser passados para outro dia ou podem receber a nota 2 naquele tema (de 1 a 10). Claro que mais tarde têm a oportunidade de recuperar essa nota desse tal tema, mas só se o professor estiver disponível para isso”.

Inês Proença, que está em Taiwan, afirma no seu relatório, relativamente ao Rotary Club e à participação nas suas actividades: “todos os meses, eu vou á reunião do meu clube, e vou á reunião do clube dos outros três intercambistas. Uma vez que, com excepção do meu primeiro pai que pertence ao meu Rotary club, todas as famílias têm uma ligação com outro clube de Rotary”, acrescentando ainda: “até agora participei em diversos eventos rotários. Comecei por participar no evento da orientação, onde todos os intercambistas fizeram uma pequena apresentação pessoal, e conheceram o que se ia passar neste ano de intercâmbio”.

Segundo o Companheiro Carlos Proença, Presidente da Comissão Distrital dos Intercâmbios Internacionais YEP, o objectivo destes intercâmbios de longa duração é sobretudo “a capacitação dos jovens como cidadãos do Mundo para enfrentar desafios e a promoção da paz através da tolerância, da compreensão e do reconhecimento da diferença do outro”.

No Distrito 1960, os intercâmbios internacionais começaram a ser promovidos em 2011, existindo três tipos diferentes, nomeadamente os curtos, os longos e novas gerações. Os intercâmbios curtos realizam-se no período de interrupção escolar para férias e a sua duração pode variar entre os quinze dias e os dois meses; os de longa duração destinam-se a jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos e têm uma duração de um ano lectivo  e os intercâmbios novas gerações, para jovens com idades entre os 18 e os 30 anos, têm um carácter vocacional e profissional, podendo ser feitos de forma individual ou em grupo.